Contribua para a Preservação das Turfeiras em Campos dos Goytacazes: Doe Agora

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Revolucionando a Lixiviação Ácida com Sustentabilidade, Lucratividade e Redução do Impacto Ambiental!

Em um esforço contínuo para promover práticas sustentáveis na indústria mineradora, realizamos uma série de testes em parceria com um renomado laboratório em Minas Gerais, especializado na lixiviação de cobre a partir das águas de rejeito das minas. Os resultados desses testes revelaram uma descoberta promissora: potencial significativo para otimizar o processo de lixiviação ácida.

1. Redução Significativa do Custo Operacional e Impacto Ambiental:

  • Economia de 50% em ácido sulfúrico: A utilização da nossa solução,  pode reduzir a necessidade de ácido sulfúrico em até 50%.
  • Menos gastos, mais lucros e um planeta mais verde: Essa redução drástica no consumo de ácido sulfúrico não apenas diminui os custos operacionais, mas também impulsiona a lucratividade da sua empresa e reduz a emissão de gases poluentes, contribuindo para a preservação ambiental.

2. Panorama Atual do Uso de Ácido Sulfúrico na Mineração Brasileira:

  • Consumo anual: Estima-se que o consumo anual de ácido sulfúrico na indústria de mineração do Brasil seja de aproximadamente 16 milhões de toneladas.
  • Impacto nas lagoas de rejeitos: Grande parte desse ácido sulfúrico, após o processo de lixiviação, é direcionado para lagoas de rejeitos, gerando um passivo ambiental significativo. Estima-se que cerca de 80% do ácido sulfúrico consumido na mineração seja despejado em lagoas de rejeitos, totalizando 12,8 milhões de toneladas por ano.

3. A Solução Revolucionária:

  • Redução do impacto nas lagoas de rejeitos: Nossa tecnologia, ao reduzir o consumo de ácido sulfúrico em 50%, pode diminuir o volume de ácido sulfúrico despejado em lagoas de rejeitos em até 6,4 milhões de toneladas por ano.
  • Benefícios para o meio ambiente e para as empresas: Essa redução significa menos poluição, proteção dos recursos hídricos e um compromisso tangível com a sustentabilidade, além de economia para as empresas do setor.

4. Uma Oportunidade Única para o Futuro da Mineração:

  • Tecnologia testada e pronta para uso: Nossa solução inovadora está disponível para implementação imediata, oferecendo um diferencial competitivo imbatível.
  • Amostras e informações detalhadas: Entre em contato para receber amostras do material e mais informações detalhadas sobre o processo e como ele pode transformar sua operação.

Juntos, podemos impulsionar a inovação, promover práticas responsáveis e construir um futuro mais sustentável para a indústria mineradora, beneficiando o meio ambiente, as empresas e o Brasil.

Entre em contato conosco hoje mesmo e descubra como a água ácida pode revolucionar sua operação de lixiviação ácida, contribuir para a preservação ambiental e impulsionar o sucesso do seu negócio!

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Exploring the Potential of Carbon Credits from Tropical Peatlands: Soil Organic Carbon and Storage

Tropical peatlands represent a significant source of carbon credits, based on both soil organic carbon and carbon stored in ecosystems. This article explores how these two fundamental aspects of tropical peatlands contribute to the potential for carbon credits and how investments in this area can generate considerable economic returns.

Soil Organic Carbon

Tropical peatlands are characterized by soils rich in organic matter, which accumulate over thousands of years under wet and anaerobic soil conditions. This soil organic carbon is a vital component of the ecosystem and is especially important for the global carbon cycle. Investments in conservation and restoration projects for tropical peatlands aim to preserve and, when necessary, increase the amount of soil organic carbon, preventing its decomposition and release into the atmosphere in the form of carbon dioxide (CO2).

Storage Carbon

In addition to soil organic carbon, tropical peatlands are also recognized for their role as significant carbon reservoirs. It is estimated that these ecosystems store large amounts of carbon in the form of plant biomass and organic material in decomposition. Investments in conservation and restoration projects for tropical peatlands aim to protect these carbon stocks, preventing ecosystem conversion and promoting sustainable management practices that maximize carbon storage.

Carbon Credit Opportunities

Projects in tropical peatlands can generate carbon credits based on both soil organic carbon and storage carbon. Carbon credits are issued according to internationally recognized standards and protocols, such as the Clean Development Mechanism (CDM) or the Voluntary Carbon Standard (VCS), and can be traded in global carbon markets. Companies and governments seeking to offset their carbon emissions can purchase these carbon credits, providing a source of revenue for tropical peatland projects and incentivizing conservation and sustainable management practices.

Conclusion

The potential for carbon credits from tropical peatlands is significant, covering both soil organic carbon and storage carbon. Investments in these ecosystems not only contribute to mitigating climate change but also offer opportunities for economic returns through the generation and sale of carbon credits. By recognizing the value of tropical peatlands as crucial carbon reservoirs, investors can not only promote their conservation but also reap the financial benefits of their preservation.

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Manual Verde: Guia Prático de Políticas Verdes

O Manual Verde é um guia abrangente projetado para candidatos políticos comprometidos com a sustentabilidade ambiental. Este recurso oferece orientações práticas sobre como incorporar práticas eco-conscientes em plataformas políticas, abrangendo desde a gestão responsável de recursos naturais até a promoção de políticas públicas que visem a preservação do meio ambiente. Com dicas estratégicas, análises detalhadas de propostas ambientais e conselhos sobre como engajar a comunidade, este manual é uma ferramenta essencial para líderes aspirantes que buscam transformar seu compromisso ambiental em ações efetivas durante suas campanhas e mandatos.”

Manual Verde: Como Adquirir e Benefícios

Prezada leitora, prezado leitor,

É com grande satisfação que anunciamos o lançamento da versão física do Manual verde -Guia Prático de Políticas Verdes e gostaríamos de convidá-la(o) a aproveitar nossa .

Aqui está o que inclui:

Envio gratuito do Manual verde -Guia Prático de Políticas Verdes para o conforto da sua casa.
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Saiba Mais

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Políticas Sustentáveis no Âmbito Local

Esteja preparado para mergulhar em um conhecimento que transforma e capacita, moldando sua jornada política com um impacto positivo no mundo que todos compartilhamos. Vamos começar essa jornada rumo a políticas mais conscientes e sustentáveis!

No mundo contemporâneo, a preservação ambiental emerge como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável em nível local. Este guia prático tem como objetivo explorar a importância da política local para um futuro sustentável, destacando como as decisões políticas podem reverberar em diversos aspectos da vida comunitária.

A preservação ambiental não é apenas uma questão de responsabilidade moral, mas também uma necessidade para garantir o equilíbrio delicado entre o desenvolvimento econômico, a qualidade de vida da população e a integridade dos ecossistemas. As políticas verdes visam promover esse equilíbrio, assegurando água e ar de qualidade, bem como ambientes propícios para o bem-estar da comunidade.

Além disso, a preservação ambiental desempenha um papel crucial na promoção da saúde pública e na mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Ecossistemas saudáveis contribuem diretamente para a estabilidade climática local, fortalecendo a resiliência da região diante dos desafios ambientais emergentes.

No âmbito econômico, as políticas verdes representam uma oportunidade estratégica. A valorização de recursos naturais impulsiona setores como o turismo ecológico e agrega valor às propriedades locais. Além disso, a promoção de práticas sustentáveis nas atividades comerciais contribui para uma economia mais resiliente e alinhada aos princípios da responsabilidade ambiental.

A preservação ambiental também está intrinsecamente ligada à manutenção da biodiversidade, essencial para a sobrevivência de espécies locais e a preservação de ecossistemas únicos. A diversidade biológica não apenas enriquece o patrimônio natural, mas também garante serviços ecossistêmicos essenciais, como a polinização de culturas agrícolas.

Com a participação ativa da comunidade e o engajamento de líderes comprometidos, podemos construir um legado ambiental positivo que transcenda as fronteiras do presente. Juntos, podemos moldar um futuro vibrante e equilibrado para as gerações vindouras, promovendo políticas locais que priorizem a sustentabilidade e o bem-estar de todos os habitantes do nosso município.

 

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Tacúen: Em Busca do Paraíso Terrestre – Um Estudo Antropológico Comparativo entre os Povos Puri, Coroado e Guarani

O estudo antropológico das línguas puri e coroado revela uma visão que ecoa os conceitos dos guaranis. Assim como estes últimos, os puris também compartilhavam a crença em um paraíso (tacúen) terrestre (SPIX & MARTIUS, 1823, p.375). Mas onde? Qual era o local exato no vasto globo terrestre? De acordo com os guaranis, esse paraíso residia na região onde o sol nasce. É notável que no idioma coroado exista uma palavra composta, hopé nhiram. Hopé traduz-se como “sol”. Quanto à palavra nhiram, não possui um significado específico, contudo, segundo a tradução de Eschwege (1830, p. 240) e Martius (1867, p. 204), esses dois termos se referem à região onde o sol nasce, ou seja, o oriente. Quando os imigrantes indígenas — tupis, guaranis e goitacás — alcançaram o litoral brasileiro, testemunharam diariamente o espetáculo do nascer do sol sobre o oceano Atlântico. Poderiam eles ter pensado que haviam finalmente encontrado o tão desejado tacúen (“terra sem mal”, para os tupis e guaranis), ou será que imaginavam que este se situava além-mar? Será que os guaranis realmente descobriram a tão almejada “terra sem mal”? Os goitacás, ao encontrarem uma vasta planície alagadiça no norte fluminense, de difícil acesso e onde podiam se proteger de ataques inimigos, poderiam ter acreditado ter encontrado o tacúen. Além disso, a abundante fauna da região oferecia um rico banquete de caça: cervídeos, capivaras, porcos do mato, peixes, aves, entre outros. “Aqui é o lugar! Encontramos o tacúen!”, ecoavam, provavelmente, os indígenas.

 

Coautor: Tutschay Nhiram, descendente dos indígenas do Norte Fluminense. Contato

https://www.facebook.com/profile.php?id=100049738025022

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Desvendando as Origens Míticas dos Goitacá: Uma Narrativa Fundadora

Convidamos o leitor a mergulhar no tempo e na memória, desvendando as origens míticas do povo Goitacá. Por meio de uma narrativa que entrelaça ficção e história, delineamos a jornada épica desse povo ancestral e sua fixação em um território singular. Utilizando como ferramentas a pesquisa histórica e a criatividade literária, buscamos construir uma narrativa fiel à essência cultural dos Goitacás. Os antepassados dos Goitacá habitavam a região andina, possivelmente no Peru, em uma área coberta pela exuberante Floresta Amazônica. Observavam atentamente o voo majestoso dos grandes pássaros que migravam da cordilheira, especialmente o imponente “Marú” *, provavelmente um condor, que pairava sobre a aldeia, pousando nas copas das árvores mais altas antes de retornar às montanhas. “Meu olho está vivo [aberto]!” – proclamavam, não apenas maravilhados com o voo do grandioso Marú, mas também com os pequenos lactentes, cujos olhos fixavam-se nas aves migratórias que seguiam o curso dos rios em direção ao sul ou à região do nascente do sol. Os antigos Goitacá acreditavam que essas aves migratórias viajavam para uma região distante dos Andes, um lugar de abundância de água potável e alimentos inesgotáveis. Em um determinado momento, um dos líderes de um clã decidiu seguir o mesmo trajeto das aves com sua família, em busca do tão sonhado “tacúen” * (“paraíso”, SILVA, 1854, p.237), possivelmente uma planície repleta de lagoas próxima ao oceano. Segundo Antônio G. Dias, essa decisão foi motivada pela fuga da dominação Inca e pela busca pelo paraíso, que segundo a tradição inca, situava-se além dos Andes, na direção leste, sul ou sudeste. A jornada dos antepassados dos Goitacá em direção ao desconhecido ecoa narrativas míticas de diversas culturas, incluindo a mitologia grega dos “campos elísios”. Em 1619, os padres João de Almeida e João Lobato empreenderam uma visita aos “Campos dos Goaitacazes” que cobria uma planície repleta de desafios naturais (VASCONCELOS, 1658, p. 141, 157). A descrição feita pelos jesuítas sobre a planície do norte fluminense ressoa com as observações dos sete capitães, destacando sua exuberância e riqueza natural (MALDONADO & PINTO, 1893, p. 367-368). Essa área tornou-se o lar desejado dos Goitacá, que abandonaram as densas florestas do continente sul-americano em busca de uma nova vida em campos verdejantes e áreas alagadas, cuja beleza e fertilidade eram incomparáveis (DIAS, 1846, p. 161-162; VASCONCELOS, 1658, p. 157). Por meio dessa narrativa fundadora, buscamos honrar a herança e a memória dos Goitacá, tecendo os fios da história e da imaginação para revelar as origens míticas desse povo tão fascinante. *Marú – palavra da língua puri que possivelmente refere-se às aves carnívoras como as águias, condores, gaviões, etc. Tacuén – palavra da língua coroado que significa “paraíso”, “alto”, “céu”.

Referências: – VASCONCELOS, Simão de. Vida do P. Joam d’Almeida da Companhia de Iesu. Lisboa: Oficina Craesbeeckiana, 1658. – DIAS, Antônio Gonçalves & LEAL, Antônio Henriques Obras posthumas de A. Gonçalves Dias: precedidas de uma noticia da sua vida e obras. Brasil, H. Garnier, 1846. – MALDONADO, Miguel Ayres, & PINTO, Jozé de Castilho. “Descripção que faz o Capitão Miguel Ayres Maldonado e o Capitão Jozé de Castilho Pinto e seus companheiros dos trabalhos e fadigas das suas vidas.” Revista trimensal do Instituto Historico e Geographico.

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Grafismos Indígenas: Pontes entre Tribos e Histórias Compartilhadas

Os grafismos indígenas, mais do que ornamentos, são portais para um mundo rico em cultura e história, revelando a identidade e as conexões entre diferentes tribos. Tatuados na pele, esses desenhos transcendem a mera expressão artística, tornando-se parte da própria identidade do indivíduo e da comunidade. No rosto de uma indígena Puri, imortalizado na prancha 28 do renomado artista J. B. Debret, vemos uma representação intrigante: círculos, pontos e linhas paralelas. Esses padrões, meticulosamente desenhados, não são meramente adornos estéticos, mas sim cartões de passagem, marcadores de identidade e testemunhos de conexões ancestrais. Para decifrar esses grafismos, precisamos mergulhar em um mundo onde cada linha e ponto conta uma história. A primeira pista foi registrada pelo príncipe viajante Maximiliano de Weid-Neuwied numa litogravura intitulada “Puris na mata”. O artista de Weid desenhou o que viu no interior da Mata Atlântica Brasileira. O número três, significativo na língua Puri como “prica” – “muitos”, símbolo de pluralidade e existência abundante –, ganhou vida nos três pontos desenhados no rosto do segundo guerreiro puri da fila. Esse trabalho artístico fornece base para uma possível interpretação dos padrões geométricos do grafismo puri. Esses grafismos transcendem a mera expressão artística; são símbolos de uma história compartilhada. Voltando à obra de Debret, chegamos a segunda pista. Cada círculo tem um ponto central e isso talvez indique que cada ponto representa um indivíduo ou subgrupo. É importante ressaltar que são três círculos que lembram as choupanas dos povos macro-jês. De acordo com a cosmovisão Puri, essa é uma nítida representação da pluralidade das tribos, reunidas de três em três – sabonan, uambori e xamixuna (MÉTRAUX, 1946: 523). O barão de Eschwege escreveu que “alguns velhos índios” diziam que os coroados ou puris “dividiam-se antigamente em três tribos; segundo outros, eles se subdividiam em apenas duas … os Meritong e os Cobanipaque.” (ESCHWEGE, 2002, p.90). Portanto, é lógico pensar que os três círculos juntos representam um único e grande povo. Visto que alguns autores dos séculos XIX e XX defendem que existe um parentesco entre os puris, coroados e goitacás, surge a proposta de representar os Goitacá com quatro círculos, cada um simbolizando uma tribo – Mopi, Yacoritó, Wasu e Miri 1 (MASON, 1950 p.301). Essa teia de relações complexas abrangiam a região povoada pelos Goitacá. Não sabemos o real significado dos traços paralelos desenhados nas “maças” do rosto da indígena retratada por Debret. É importante lembrar que o cronista Simão de Vasconcelos referiu-se às “trilhas de gente” deixadas na mata pelos Goitacá-Iacoritó (VASCONCELOS, 1658). Logo, podemos pensar que as linhas entre os círculos talvez representem um caminho aberto nos campos ou florestas. Todos esses simbolismos evocam um passado de mobilidade e intercâmbio cultural. Ao explorar essas representações, somos levados a refletir sobre a natureza das relações entre as tribos indígenas. Os Puri se consideravam parte de uma antiga nação, dividida em muitas tribos, mas unidas por laços ancestrais. Provavelmente, os grafismos, marcadores de identidade, também serviam como cartões de passagem, permitindo o trânsito fluido entre as comunidades. Embora não tenhamos registros detalhados sobre os grafismos específicos de cada tribo, podemos inferir que cada uma possuía sua própria linguagem visual, transmitindo sua história e cultura únicas. Assim, os grafismos indígenas emergem não apenas como expressões estéticas, mas como testemunhos de uma rede complexa de relações intertribais. Eles são os cartões de passagem que os povos indígenas usavam para navegar entre as tribos, conectar-se com seus ancestrais e afirmar sua identidade coletiva em meio às mudanças e desafios de seu tempo.

#Autores: Reynaldo Rosa & Tut-xái Nhiram

Referências BALBI, Adrien. Atlas Ethnographique, Tab. XLI, NO 497.

Tut-xái Nhiram : https://www.facebook.com/profile.php?id=100049738025022

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Alternativas ao Crédito de Carbono: Rumo a um Futuro Sustentável

A falácia do crédito de carbono: uma análise crítica

Enquanto a proposta de créditos de carbono seduz com a promessa de um futuro sustentável, na prática, revela-se um sistema falho e ineficaz, perpetuando a injustiça ambiental e mascarando a responsabilidade dos grandes poluidores.

1. Ilusão de neutralidade:

A compra de créditos de carbono não elimina o problema da emissão de gases poluentes. Empresas continuam lançando toneladas de CO2 na atmosfera, enquanto se escondem atrás de uma falsa neutralidade comprada. Essa atitude é equivalente a fingir que a sujeira debaixo do tapete não existe.

2. Fardo sobre comunidades tradicionais:

A responsabilidade pela preservação ambiental recai sobre as comunidades tradicionais, que são obrigadas a abrir mão de seus direitos e costumes para manter florestas intactas. Em troca, recebem migalhas financeiras que não garantem um futuro digno e perpetuam a dependência de projetos externos.

3. Ineficiência comprovada:

Estudos demonstram que o mercado de créditos de carbono falha em reduzir as emissões de gases do efeito estufa. A regulamentação frouxa e a falta de mecanismos de fiscalização permitem que empresas compensem suas emissões sem realmente se comprometer com a sustentabilidade.

4. Desvio do foco real:

O foco na compensação de emissões desvia a atenção de soluções reais e urgentes, como a transição para uma matriz energética limpa e a mudança de hábitos de consumo. Investir em créditos de carbono é como colocar um band-aid em um ferimento grave, ignorando a necessidade de uma cirurgia profunda.

5. Lucro a qualquer custo:

O mercado de créditos de carbono se tornou um paraíso para especuladores e empresas que buscam lucrar com a natureza. A ganância se sobrepõe à ética, criando um sistema opaco e sujeito a fraudes.

Em resumo, o crédito de carbono é uma falsa solução para um problema real. Ao invés de perpetuar essa ilusão, é urgente buscar alternativas que promovam a justiça ambiental, a responsabilidade dos poluidores e a transformação sistêmica da sociedade.

Alternativas ao Crédito de Carbono: Rumo a um Futuro Sustentável

1. Redução Direta de Emissões:

  • Investir em energia renovável e tecnologias de baixo carbono.
  • Adotar práticas de produção e consumo mais eficientes.
  • Incentivar o transporte público, a bicicleta e a caminhada.

2. Mudanças na Política Climática:

  • Implementar um imposto sobre o carbono para desincentivar a emissão de gases poluentes.
  • Criar regulamentações mais rigorosas para as indústrias poluentes.
  • Apoiar acordos internacionais ambiciosos para a redução das emissões.

3. Investimento em Soluções Baseadas na Natureza:

  • Reflorestamento e proteção de florestas existentes.
  • Restauração de áreas degradadas.
  • Agricultura sustentável e manejo florestal responsável.

4. Mudança de Hábitos Individuais:

  • Reduzir o consumo de carne e produtos industrializados.
  • Diminuir o uso de energia e água.
  • Optar por produtos ecológicos e de empresas socialmente responsáveis.

5. Engajamento Social e Mobilização:

  • Participar de ações de advocacy e pressão por políticas públicas eficazes.
  • Cobrar das empresas um compromisso real com a sustentabilidade.
  • Educar e conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação ambiental.

Referências:

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Curiosity about COPs

The Conferences of the Parties (COPs) are the meetings of the 197 signatory nations of the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC). They occur annually since 1995, with the exception of 2020 when they were postponed due to the COVID-19 pandemic.

COP1 – Berlin, Germany (1995):

The first Conference of the Parties (COP) took place in Berlin, Germany, in 1995. This edition marked the beginning of the annual meetings that would become crucial for the formulation of international policies on climate change. One of the key outcomes of COP1 was the adoption of the decision to establish the Subsidiary Body for Scientific and Technological Advice (SBSTA), a technical body that provides scientific and technological guidance to the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC).

COP1 also laid the groundwork for future negotiations on climate change and the creation of binding protocols and agreements. During the conference, participants discussed the importance of international cooperation to address global environmental challenges and recognized the need for concrete actions.

The choice of Berlin as the venue for COP1 was not only symbolic but also strategic. Germany, with its strong tradition in environmental and technological issues, played a crucial role in driving the adoption of global climate policies.

Thus, COP1 established the foundation for future editions, providing a platform for initial dialogues, the development of organizational structures, and the creation of global awareness about the importance of cooperation in addressing climate change.

#COP1 #Berlin #UNFCCC #InternationalCooperation #Sustainability #ClimateChange

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O Porto Sudeste: Contestando a descarbonização do transporte marítimo

As emissões de CO2 do Porto Sudeste são provenientes do consumo de combustível por navios cargueiros que atracam no porto. O combustível fóssil é a principal fonte de energia para o transporte marítimo, e sua queima libera CO2 na atmosfera.

Além das emissões de CO2, as operações marítimas do Porto Sudeste também contribuem para as mudanças climáticas de outras formas. Por exemplo, os navios cargueiros liberam poluentes atmosféricos, como óxidos de nitrogênio (NOx) e óxidos de enxofre (SOx), que contribuem para a formação de chuva ácida e smog.

O impacto das operações marítimas nas mudanças climáticas é um tema importante que merece atenção. A redução das emissões de GEE do transporte marítimo é essencial para combater as mudanças climáticas e seus impactos negativos.

Cálculo:

Distância: A viagem do Rio de Janeiro até um importante porto da China, como Xangai, é de aproximadamente 20 mil quilômetros.
Imagem da rota do cargueiro do Rio de Janeiro para a ChinaAbre em uma nova janela www.sino-shipping.com
rota de navio cargueiro do Rio de Janeiro para a China

 

Consumo de Combustível: Em média, grandes navios cargueiros queimam cerca de 0,25 quilogramas de combustível por tonelada-quilômetro. Então, para esta viagem, um navio transportando 600 milhões de toneladas de carga iria queimar:

Consumo de combustível = Peso da carga * Distância * Consumo de combustível por unidade
Consumo de combustível = 600.000.000 toneladas * 20.000 km * 0,25 kg/ton-km
Consumo de combustível = 300.000.000.000 kg = 300 milhões de toneladas
Emissões de CO2: A queima de uma tonelada de combustível libera cerca de 3,14 kg de CO2.

Portanto, as emissões de dióxido de carbono desta viagem seriam:

Emissões de CO2 = Consumo de combustível * Emissões de CO2 por unidade de combustível
Emissões de CO2 = 300 milhões de toneladas * 3,14 kg/tonelada
Emissões de CO2 = 942 milhões de toneladas

Portanto, cada navio cargueiro que transportasse 600 milhões de toneladas de carga do Rio de Janeiro para a China emitiria aproximadamente 942 milhões de toneladas de CO2.

Pontos importantes a serem observados:

Esta é uma estimativa e as emissões reais podem variar dependendo de vários fatores, tais como:
Tamanho e tipo de navio: navios maiores e mais antigos tendem a ser menos eficientes em termos de combustível.
Tipo de motor: Os motores mais novos são geralmente mais eficientes que os mais antigos.
Tipo de combustível: Diferentes combustíveis têm diferentes emissões de CO2 por unidade de energia.
Condições meteorológicas: O mau tempo pode aumentar o consumo de combustível.

Os principais destinos das cargas do Porto Sudeste são:

  • China: O principal destino das cargas do Porto Sudeste é a China, que importa cerca de 70% do minério de ferro exportado pelo Brasil.
  • Índia: A Índia é o segundo maior destino das cargas do Porto Sudeste, importando cerca de 20% do minério de ferro exportado pelo Brasil.
  • Japão: O Japão é o terceiro maior destino das cargas do Porto Sudeste, importando cerca de 10% do minério de ferro exportado pelo Brasil.
  • Coreia do Sul: A Coreia do Sul é o quarto maior destino das cargas do Porto Sudeste, importando cerca de 5% do minério de ferro exportado pelo Brasil.