
TurfeirasTropicais em risco
Os maiores estoques de carbono por hectare do planeta estão sendo degradados em Campos dos Goytacazes. Monitore, entenda e aja.
Esponjas de carbono vivo sob ameaça
Turfeiras são ecossistemas onde a matéria orgânica se acumula em camadas ao longo de milênios, em solos encharcados com baixo oxigênio. A vegetação morta não se decompõe completamente — forma turfa, uma substância esponjosa rica em carbono. Imagine um pântano onde, ao invés de a matéria orgânica se decompor, ela se acumula formando uma camada espessa ao longo do tempo.
Nas regiões tropicais, como Sumatra e o norte do Rio de Janeiro, as turfeiras têm composição mais lenhosa e são ainda mais vulneráveis à degradação por drenagem e extração mineral.
Estoque de carbono inigualável
Cobrem apenas 3% da superfície terrestre, mas armazenam mais de 550 Gton de carbono — mais que todas as florestas do mundo somadas. Um metro quadrado de turfeira armazena até 5× mais CO₂ que um metro de floresta amazônica.
Regulação hídrica e biodiversidade
Funcionam como esponjas naturais — retêm água no período seco e amortecem cheias na estação chuvosa. Sustentam biodiversidade única e protegem nascentes, rios e lagoas da região.
Restaurar turfeiras é estratégia climática
Turfeiras drenadas e degradadas são responsáveis por cerca de 10% das emissões globais de CO₂ de origem humana — mais que toda a aviação mundial combinada. Sua proteção é essencial para qualquer meta climática séria.
Carbono global armazenado
Em turfeiras ao redor do mundo — equivalente a décadas de emissões humanas totais.
Mais densa que floresta amazônica
Um metro quadrado de turfeira europeia armazena 5 vezes mais carbono que um metro de Amazônia.
Das emissões globais
Vêm de turfeiras drenadas — mesmo ocupando apenas 3% da superfície terrestre.
Vida Terrestre — ONU
Restaurar turfeiras combate desertificação, preserva biodiversidade e promove gestão sustentável da terra.
Centro de Preservação Ambiental Tia Telinda
Núcleo dedicado à pesquisa e desenvolvimento de soluções para proteger e restaurar as turfeiras tropicais de Campos dos Goytacazes, frequentemente afetadas pela extração ilegal de argila. Desenvolvemos técnicas pioneiras para revitalizar áreas onde a acidez da água atinge níveis preocupantes.
Investimos em pesquisas contínuas sobre biodiversidade local e certificação de créditos de carbono — comprometidos com a meta de reverter os danos causados pela extração irregular e restaurar as condições naturais das turfeiras.
A plataforma também organiza uma frente histórica própria sobre os povos Goytacá, a Capitania de São Tomé e a formação territorial de Campos dos Goytacazes, conectando memória ambiental, cartografia histórica e presença indígena.
Sem proteção, a turfeira vira fonte de emissão
Arraste o tempo para comparar a trajetória de degradação com uma rota de proteção, restauração hídrica e contenção da drenagem. O contraste abaixo mostra quanto carbono pode ser liberado, como o estresse hídrico se intensifica e de que forma o aquecimento local se agrava quando a resposta territorial chega tarde. Não se trata apenas de uma perda ecológica: é uma mudança de regime em que a turfeira deixa de amortecer o clima e passa a acelerar o desequilíbrio ambiental da paisagem.
Volume que deixa de ser lançado se a drenagem for contida e a restauração hídrica começar cedo.
A retenção de água melhora quando a turfeira volta a operar como esponja e não como área drenada.
Proteção territorial diminui o aquecimento adicional associado à perda acelerada de carbono do solo.
Com proteção vs sem proteção
Se a pressão extrativa continuar, as células de turfa expostas em Campos podem começar a amplificar a perda local de carbono e o estresse hídrico sazonal ainda nesta década.
Com proteção ativa, a curva perde inclinação: menos carbono liberado, menos estresse hídrico e mais tempo ecológico para restauração.
Frentes territoriais do produto climático
Do ponto crítico de extração às bordas lagunares, a navegação territorial organiza três frentes de produto para o mapa, a demonstração pública e a evolução do Carbon2Coin.
Argila, drenagem e perda de carbono
Frente de extração de Mineiros
Risco de carbono: Alto
Mineiros entra no mapa como porta de entrada do dano operacional: extração mineral, drenagem ácida, descarte e exposição da turfa em um mesmo circuito territorial.
Abrir leitura territorialTurfeiras sob drenagem na Baixada
Áreas degradadas da Baixada Campista
Risco de carbono: Moderado
A navegação sai do ponto isolado e mostra o mecanismo: drenagem histórica, rebaixamento hídrico e fragmentação das áreas úmidas que sustentam as turfeiras.
Abrir leitura territorialCinturão ecológico da restauração
Áreas turfosas do entorno da Lagoa Feia
Risco de carbono: Gerido
O entorno da Lagoa Feia entra como leitura de conexão: turfeiras não vivem sozinhas, dependem de transições com restinga, manguezal e pulsos hídricos costeiros.
Abrir leitura territorialSolo, água e história
Três frentes que sustentam a leitura do território: funcionamento da turfa, degradação hídrica e formação histórica da planície campista.
Impactos ambientais em Campos dos Goytacazes: degradação da turfa, emissões e pressão territorial
Reconstruído a partir do acervo que relaciona a degradação local das turfeiras a emissões, drenagem e à necessidade de gestão territorial orientada pela conservação.
Abrir pesquisaPesquisa da águaConflito hídrico na Baixada Campista: lagoas, canais, brejos e hidrologia disputada
Baseado no material de arquivo sobre a Baixada dos Goytacazes e sobre como as obras de drenagem transformaram a vida úmida, a pesca e o equilíbrio das turfeiras.
Abrir pesquisaPesquisa históricaRaízes e rastros de São Tomé: geologia, povos originários e formação histórica de Campos
Leitura histórica do acervo sobre a planície de São Tomé, a Capitania, os povos Goytacá e a relação entre manguezais, água e ocupação do território.
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